domingo, 6 de agosto de 2017

TRABALHANDO COM A MEMÓRIA

TRABALHANDO COM A MEMÓRIA
HISTÓRIA ORAL
                Cresce hoje em dia uma consciência histórica de que a história vivida tem produzido um acelerado movimento de individualização e uma progressiva perda de referência coletiva com relação ao passado, na medida em que esta individualização destrói os suportes materiais e imateriais da memória coletiva.
Perda da continuidade histórica e da expectativa com relação ao devir das sociedades contemporâneas.

Potencialidades do trabalho com a memória

1. Centrada no recolhimento etnográfico.
Histórias de vida de pessoas pouco (ou nada) familiarizadas com a cultura escrita.
Tradições orais (etnotextos) ou ditados, histórias, orações, canções e formas de expressão musical de regiões rurais.
Potencialidades
Caracterização das atividades tradicionais (artesanato, agricultura, etc.).
Abordagem das práticas da vida cotidiana (alimentação, vestuário, lazer, etc.).

2. Centrada na compreensão de fenômenos do vivido individual:
Na história local.
Na história social (sindical, associativa, profissional, etc.).
Na organização das atividades econômicas.
Na história das mentalidades e das ideias.

Contribuir para uma nova relação professor/aluno
Questionar: os mecanismos e a lógica da reprodução social; os fundamentos das crenças e dos saberes; as várias memórias sociais.
Resgatar a dignidade de pessoas que estão marginalizadas na nossa sociedade.
Aproximar os códigos da juventude dos códigos da escola.

Temas

Prática material (livros antigos e leituras, brinquedos e jogos do passado, festividades, formas de entretenimento e de ocupação dos tempos livres, castigos, etc.).
Profissões (de preferência as artesanais ou as em vias de desaparecimento ou transformação radical).
Crenças ou representações (sobre a morte, superstições, amuletos, devoções, etc.).
Instituições (escolas, clubes, jornais locais, confrarias, monumentos, etc.).

Escolhendo o tema:
Revelar o dia-a-dia, o lazer, as relações de trabalho, o cotidiano social.
Evitar o discurso mítico que reforça o discurso oficial.

Problematização
Preparar a percepção, o olhar e a audição
Documento como indício, não como evidência
Transformar as informações coletadas em conhecimento
Conteúdos como forma de ação social


MEMÓRIA E HISTÓRIA 1a aula

MEMÓRIA E HISTÓRIA

 

Memória biológica

*        A memória como propriedade de conservar certas informações remete-nos em primeiro lugar a um conjunto de funções psíquicas, graças às quais o homem pode atualizar impressões passadas, ou que ele representa como passadas (Le Goff , 199O, p. 213).

*        Mente e mundo são enativos

*        Oliver Sacks

 

Maurice Halbwachs

 

*        1930 – estrutura social da memória.

*        Fenômeno coletivo e social, submetido a flutuações, transformações, mudanças constantes.

*        Social – Individual.

 

Durkheim e Halbwachs

*        Comunidade, consenso e coesão.

*        Críticas:

*        Como se não existissem conflitos e dissensões – memórias de conflitos e conflitos de memórias.

*        Memórias alternativas – entrecruzadas

 

Pollak

*        Há um trabalho coletivo de enquadramento de memória, uma espécie de formatação das memórias que devem ser lembradas.

*        A memória organizadíssima que é a memória nacional, constitui um objeto de disputa importante, e são comuns os conflitos para determinar que datas e que acontecimentos vão ser gravados na memória de um povo.

 

Pierre Nora, 1970

*        Quais os modos de transmissão de memórias públicas? Como esses modos mudaram ao longo do tempo?

*        De modo inverso, quais os usos do esquecimento?

*        As memórias são influenciadas pela organização social de transmissão e os diferentes meios de comunicação empregados.

  

MEMÓRIA SOCIAL


A memória social está ligada ao sentido de comunidade, à construção das identidades sociais e aos processos sociais como um todo.

Transmissão social da tradição.

  

Evocação

*        Lembrar o passado, escrever e ensinar sobre ele não são atividades ‘inocentes’.

*        Orwell atribuiu à memória amplo espaço na definição de identidades coletivas, intensamente relacionada à dominação donde sua importância política.

  

Identidade

*        Uso do passado, da memória social e dos mitos para definir a identidade.

*        Dizer quem somos nós e diferenciar o “nós” do “eles”.

  

Reelaboração histórica

*     É preciso atentar para a forma como as organizações sociais valem-se do material fornecido pela história e reinterpretam seu passado, elaborando a imagem pela qual desejam ser lembradas.

  

Esquecimento

*        Regras de exclusão, supressão ou repressão, organização social do esquecer, quem quer que quem esqueça o quê e por quê?

*        Lembrete (funcionário) – cobrador de dívidas.

 

Memória = reconstrução

*         “Toda memória é fundamentalmente ‘(re)criação do passado’”.

*         A memória social, como a individual, é seletiva.

*         É, em parte, herdada, não se refere apenas à vida física da pessoa.

*         Não é espontânea, nem inercial.

*         “Quando lemos narrativas de memórias, é fácil esquecer que não lemos a própria memória, mas suas transformações através da escrita.” Owen.

 

Suportes

*        Tradições orais; relatos escritos; imagens, pictóricas ou fotográficas; transmissão de aptidões (profissão); espaço.

*        Monumentos públicos.

*        Rituais, encenações do passado.

 

A razão de ser do trabalho com a memória está na constatação da presença do passado no presente imediato das pessoas.

 


 

TEH 3º BIMESTRE




TEORIAS DO ENSINO DE HISTÓRIA

Prof. Jean C. Moreno

Conteúdos Centrais

 

}  Avaliação no Ensino de História

}  Análise de Livros Didáticos

}  Cumulativo (bimestres anteriores)

 

LEITURAS OBRIGATÓRIAS


8/8
16/8 – HOFFMAN, J. Novos Olhares sobre a Avaliação. In: ____. Pontos & Contrapontos – do pensar ao agir em avaliação. Porto Alegre: Editora Mediação, 1998.  p. 11-32.
15/9
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.
A avaliação entre duas lógicas. p. 9-18.
Uma abordagem pragmática da Avaliação Formativa. p. 103-126.

 

Apresentação Livros Didáticos

 

29/8
Grupo Fernanda
05/9
Grupo Hadryan
12/9
Grupo Ana Carla


Análise do Guia de Livros didáticos 2014

 

                     Como se dá a avaliação dos livros didáticos de História?

                     Quais os principais critérios que foram utilizados para avaliar os livros? Detalhem cada um deles.

                     Quantos livros foram analisados e quantos foram aprovados?

                     Quais as formas de organização curricular apresentadas? Qual delas predomina?

                     A leitura das resenhas auxilia realmente ao professor na sua escolha? Justifique sua resposta utilizando de exemplos.

                     Pela leitura do Guia, qual livro o grupo adotaria para utilização em sala de aula? Argumente utilizando seus conhecimentos a respeito do Ensino de História trabalhados na disciplina de TEH.


Composição da nota bimestral.
Avaliação
Valor
Data
1. Prova
10,0
19 de setembro
2. Relatórios de apresentações
1,0
Ver cronograma
3. Apresentação Livros Didáticos
5,0
Ver cronograma
4. Análise em grupo do Guia de Livros didáticos 2017
4,0
12 de setembro


METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA Vespertino


Licenciatura em História - 2º ano

Prof. Jean C. Moreno.

3º bimestre


3º bimestre

Memória e Ensino de História

História Oral

Patrimônio Histórico



Leitura coletiva obrigatória


07/8
BOSI, E. Memória e Interação. In: ____. Memória e Sociedade. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.  p. 405-432.
14/8
FRANCO, A. P.; VENERA, R. A. S. A Memória e o Ensino de História Hoje: um desafio nos deslizamentos de sentidos. In:  ZAMBONI, E. Digressões sobre o ensino de História: memória, história oral e razão histórica. Itajaí: Editora Maria do Cais, 2007.  p. 73-102.
21/8
MATOS, J. S.; SENNA, A. K. História oral como fonte: problemas e métodos. Historiæ, Rio Grande, 2 (1): 95-108, 2011.
04/9
CAINELLI, M. SCHIMIDT, M. A. Ensinar História. São Paulo: Scipione, 2004.
História Local e o Ensino de História. (p. 111-124)
História oral e o Ensino de História (p. 125-134)


PCC


28/8
Revolução de 1930
11/9
Movimento Negro
18/9
Vietnã

II Seminário de Estágio História UENP

Provável: 13 a 17/11

Salão Nobre

Apresentação de 1 hora e publicação nos anais.

Avaliação de outros professores.


PCC METODOLOGIA

Elaborar no mínimo 5 (cinco) atividades para os estudantes da Educação Básica. Definir a série com que desejam trabalhar.

Mobilizar os conhecimentos de Metodologia do Ensino de História.

Todas as atividades devem conter trabalho com o tipo de documento histórico definido (fotografias ou filmes).

As atividades podem ser propostas para realização individual ou coletiva.

Estrutura para cada atividade proposta:

1. Título

2. Objetivo(s)

3. Conceitos envolvidos

4. Documentos

5. Desenvolvimento

6. Critérios de avaliação.

ENVIAR PARA

historiaaprendizuenp@gmail.com

Composição da nota bimestral


25/9
Prova (individual)
10,0
Ver cronograma
Apresentação
4,0
Ver cronograma
Relatórios (individual)
1,0
18/9
Metodologia escrita
5,0


METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA NOTURNO

METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA

Licenciatura em História - 2º ano

Prof. Jean C. Moreno.

3º bimestre


3º bimestre

Memória e Ensino de História

História Oral

Patrimônio Histórico

 

Leitura coletiva obrigatória


07/8
BOSI, E. Memória e Interação. In: ____. Memória e Sociedade. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.  p. 405-432.
21/8
FRANCO, A. P.; VENERA, R. A. S. A Memória e o Ensino de História Hoje: um desafio nos deslizamentos de sentidos. In:  ZAMBONI, E. Digressões sobre o ensino de História: memória, história oral e razão histórica. Itajaí: Editora Maria do Cais, 2007.  p. 73-102.
04/9
MATOS, J. S.; SENNA, A. K. História oral como fonte: problemas e métodos. Historiæ, Rio Grande, 2 (1): 95-108, 2011.
18/9
CAINELLI, M. SCHIMIDT, M. A. Ensinar História. São Paulo: Scipione, 2004.
História Local e o Ensino de História. (p. 111-124)
História oral e o Ensino de História (p. 125-134)

Trabalho escrito
(1ª parte)

METADE DA TURMA

(Grupos: Movimento negro, A participação do Brasil durante a II Guerra, Favelização)

 

Entrega: 11 de setembro (por e-mail identificado: PCC 3º bimestre historiaaprendizuenp@gmail.com).

 

Discussão Historiográfica Sobre o Tema

Revisão de literatura:

Situar as discussões contemporâneas sobre o seu tema (autores).

Utilizar os autores levantados na bibliografia selecionada no primeiro bimestre.

Pode consultar Revistas e Internet.

Mínimo: 5 páginas. Fonte times 12; espaço: 1,5, A4.

 

APRESENTAÇÃO EM SALA

14/8

História Oral

28/8

Crise do capitalismo e regimes totalitários

11/9

Revolução Industrial


(PCC)

 

Apresentação

Porque é importante trabalhar com o tema escolhido para o mundo atual e para a realidade em que vivem nossos alunos.

O que vocês esperam que mude - que acrescente - na visão de mundo dos seus alunos após o trabalho com este tema.

Discussão Historiográfica Sobre o Tema.

 

PCC

II Seminário de Estágio História UENP

Provável: 13 a 17/11

Salão Nobre

Apresentação de 1 hora e publicação nos anais.

Avaliação de outros professores.

 

PCC METODOLOGIA

Elaborar no mínimo 5 (cinco) atividades para os estudantes da Educação Básica. Definir a série com que desejam trabalhar.

Mobilizar os conhecimentos de Metodologia do Ensino de História.

Todas as atividades devem conter trabalho com o tipo de documento histórico definido (fotografias ou filmes).

As atividades podem ser propostas para realização individual ou coletiva.

  

Estrutura para cada atividade proposta:

1. Título

2. Objetivo(s)

3. Conceitos envolvidos

4. Documentos

5. Desenvolvimento

6. Critérios de avaliação.

ENVIAR PARA

historiaaprendizuenp@gmail.com

 

Composição da nota bimestral (para quem faz apresentação da parte historiográfica)


25/9
Prova (individual)
10,0
Ver cronograma
Apresentação
4,0
Ver cronograma
Relatórios (individual)
1,0
18/9
Metodologia escrita
5,0



Composição da nota bimestral (para quem faz a parte historiográfica escrita)


25/9
Prova (individual)
10,0
11/9
Trabalho escrito
3,5
18/9
Metodologia escrita
5,0
Ver cronograma
Relatórios (individual)
1,5