sábado, 5 de dezembro de 2015

RESULTADO FINAL




EDITAL NÚMERO 002/2015
PROCESSO DE PRÉ-SELEÇÃO PARA INICIAÇÃO CIENTÍFICA (2016) NA ÁREA DE ENSINO DE HISTÓRIA

RESULTADO FINAL


O GRUPO DE PESQUISA ENSINO DE HISTÓRIA (GPEH) comunica o resultado final do Processo de Pré-Seleção para Iniciação Científica (2016) na Área de Ensino de História.

Os candidatos aprovados ficam convocados para reunião com o orientador no dia 14 de dezembro de 2015, às 16h30, no LEPHIS.


Candidatos aprovados:

Colocação
Pontuação 
Pesquisador
Orientador
Tema
Demanda
8,8
Giovana Camargo Todan
Jean Carlos Moreno
Investigações sobre a consciência histórica dos estudantes da Educação Básica
Concorrente à bolsa de IC CNPq
8,2
Giovanna Trevelin
Jean Carlos Moreno
Investigações sobre a consciência histórica dos estudantes da Educação Básica
Concorrente à bolsa de IC Fundação Araucária
8,1
Laís Burgemeister de Almeida
Jean Carlos Moreno
Investigações sobre a consciência histórica dos estudantes da Educação Básica
Aprovada para IC voluntária




Jacarezinho, 04 de dezembro de 2015.

(assinado no original)
Prof. Dr. Jean Carlos Moreno

Grupo de Pesquisa Ensino de História - UENP

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

4º bimestre 4º ano



4º bimestre
4º ano

Notas

Atividade
Valor
data
Leitura de texto
4,0
04/2
Trabalho escrito
7,0
11/02
Apresentação
7,0
Ver cronograma
Relatórios
2,0
No dia da apresentação


Texto para leitura
Discussão 04/2.

Trabalho escrito
FINALIZAÇÃO DA PCC
Entrega por e-mail: historiaaprendizuenp@gmail.com 11 de fevereiro de 2016.

GRUPO
Elaborar 5 atividades para trabalhar com a etnia escolhida na escola (definir a série).
As atividades devem conter documentos históricos e questões dirigidas aos estudantes.
Aceita-se, também, como documento, a transcrição de um mito.
Uma das atividades pode ser trabalhada a partir de um vídeo / documentário.
As atividades devem centrar-se na história e, especialmente, na cultura do povo indígena.

Apresentação
Atividades (escolher)
Tempo: Meia hora

Apresentações
Grupo
Data
Xetá
11/02
Kaingang
11/02
Ianomami
18/02
Pataxó
18/02
Bororo
25/2

Relatórios

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

3º ano 4º bimestre



3º ano 
4º bimestre

NOTAS
Atividade
Nota
Data
Apresentação
3,0
Ver cronograma
Debate
3,0
Ver cronograma
Trabalho anual corrigido
3,0
12/02
Relatórios
1,0
No dia da apresentação


Texto
Apresentador
Debatedor
Data
PEREIRA, J. S. Da ruína à aura: convocações da África no Ensino de História. In: MAGALHÃES, M. et al (orgs.). Ensino de História - usos do passado: memória e mídia. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014. p. 187-206. (no Gurgos)
Andressa
Natália
05/02
Franciele
Ruhama
05/02
ROCHA, H. A presença do passado na aula de História. In: MAGALHÃES, M. et al (orgs.). Ensino de História - usos do passado: memória e mídia. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014. p. 33-51. (no Gurgos)
Natália
Samanta
12/02
LIMA, M. Consciência histórica e educação histórica: diferentes noções, muitos caminhos. In: MAGALHÃES, M. et al (orgs.). Ensino de História - usos do passado: memória e mídia. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014. p. 33-51. (no Gurgos)
Ruhama
Victor
12/02
MORENO, J. C., CAETANO, J. A. G. História e Cinema: dilemas da modernidade contemporânea na babel de Alejandro González Iñárritu. O Olho da História, Revista de Teoria, Cultura, Cinema e Sociedades. , 2015. (no Gurgos)
Samanta
Andressa
19/02
Victor
Franciele
19/02


Critérios para avaliação da apresentação

       Preparação coletiva.
       Exposição do texto de maneira clara e objetiva.
       (ideia central; ideias secundárias, exemplos interessantes).
       Extrapolação: argumentação embasada no texto indicado ou em pesquisas complementares.  Levantamento de problemas.

Correção do trabalho

       Atender às correções solicitadas por escrito e observações feitas na apresentação.
       Destacar em vermelho todas as modificações realizadas.
       Enviar para o e-mail: historiaaprendizuenp@gmail.com
       Até 12/02


Relatórios

       Mesmo modelo do 1º bimestre


2º ANO 4º BIMESTRE


4º bimestre

2º ano

 


NOTAS E AVALIAÇÕES


Atividade
Nota
Data
Resenha Crítica dos textos
6,0
11/2
Apresentação LD (metade da turma)
4,0
Ver cronograma
Guia LD (em grupo – metade da turma)
4,0
18/2
Prova
9,0
25/2
Relatório Jornada
1,0
Já entregue

RESENHA CRÍTICA DE TEXTOS

 

CARRETERO, M. Representações e Aprendizagem das Narrativas Históricas. In: _____; CASTORINA, José A. (Orgs.) Desenvolvimento cognitivo e educação: Processos do conhecimento e conteúdos específicos, vol.2. Editora Penso: Porto Alegre, 2014.(no Gurgos)

BARREIRO, A. O Desenvolvimento do Juízo Moral. In: CARRETERO, Mario; CASTORINA, José A. (Orgs.) Desenvolvimento cognitivo e educação: Processos do conhecimento e conteúdos específicos, vol.2. Editora Penso: Porto Alegre, 2014. (no Gurgos)

BARCA, I. (2004). Os jovens portugueses: ideias em História.In: Perspectiva: Revista do Centro de Ciências da Educação. DossiêJuventude e Educação. Universidade Federal de Santa Catarina. v. 22, n.2Florianópolis: Editora da UFSC. p. 381-403.

Entrega 11/2 por e-mail: historiaaprendizuenp@gmail.com (não esquecer de se identificar)

 

 

Modelos e instruções para Resenha Crítica


http://www.ronaldomartins.pro.br/materiais/didaticos/resenha.pdf

http://www.gpcmb.ufma.br/steimacher/docs/Resenha_Como_escrever.pdf

https://www.youtube.com/watch?v=hlOXncqusH0

https://www.youtube.com/watch?v=ujfJZaAaw5s

https://www.youtube.com/watch?v=20QtZMoXMGE

http://historiaaprendiz.blogspot.com.br/p/um-mapa-para-alem-das-fronteiras.html

 

Apresentação Livros Didáticos


Além dos critérios utilizados pelos grupos anteriores, incluir:


A) Segundo Alícia Barreiro (2014), contemporaneamente, como se vê os processos e objetivos do desenvolvimento do juízo moral .

B) Na coleção didática que vocês analisaram há preocupação com o desenvolvimento do juízo moral relacionado ao ensino de História? Explique dando exemplos.

Apresentação Livros Didáticos

C) Delval e Kohen partem da premissa de que há um ensino inadequado sobre a sociedade (noções sociais) nas escolas com objetivos louváveis, mas dificilmente alcançados. O que os autores propõem para superar esta situação?

D) Na coleção didática que vocês analisaram há preocupação com a compreensão de noções sociais relacionadas ao ensino de História? Explique dando exemplos.


04/2
Equipe Caio
11/2
Equipe Luciana
18/2
Equipe Leonardo

 

Análise do Guia de Livros Didáticos 2014

Como se dá a avaliação dos livros didáticos de História?

Quais os principais critérios que foram utilizados para avaliar os livros? Detalhem cada um deles.

Quantos livros foram analisados e quantos foram aprovados?

Quais as formas de organização curricular apresentadas? Qual delas predomina?

A leitura das resenhas auxilia realmente ao professor na sua escolha? Justifique sua resposta utilizando de exemplos.

Pela leitura do Guia, qual livro o grupo adotaria para utilização em sala de aula? Argumente utilizando seus conhecimentos a respeito do Ensino de História trabalhados na disciplina de TEH.

 

Além dos critérios utilizados pelos grupos anteriores, incluir:

A) Segundo Alícia Barreiro (2014), contemporaneamente, como se vê os processos e objetivos do desenvolvimento do juízo moral .

B) Entre os critérios para analisar as obras didáticas presentes no Guia do Livro Didático há preocupação com o desenvolvimento do juízo moral relacionado ao ensino de História? Explique dando exemplos.

Análise do Guia de Livros Didáticos 2014

C) Delval e Kohen partem da premissa de que há um ensino inadequado sobre a sociedade (noções sociais) nas escolas com objetivos louváveis, mas dificilmente alcançados. O que os autores propõem para superar esta situação?

D) Entre os critérios para analisar as obras didáticas presentes no Guia do Livro Didático há preocupação com a compreensão de noções sociais relacionadas ao ensino de História? Explique dando exemplos.

 

Prova

25/2

Conteúdo:

Textos para resenha

Comentários do professor sobre Livros Didáticos nas apresentações

Conteúdo cumulativo

 



GPEH



HOMOLOGAÇÃO DE INSCRIÇÕES


O GRUPO DE PESQUISA ENSINO DE HISTÓRIA (GPEH) comunica que foram recebidas e homologadas as seguintes inscrições para o processo de seleção de graduandos pesquisadores de INICIAÇÃO CIENTÍFICA (PIBIC). O resultado final da seleção será divulgado até o dia 07 de dezembro deste ano.


Estudante
Orientador
Tema
Giovana Camargo Todan
Jean Carlos Moreno
Investigações sobre a consciência histórica dos estudantes da Educação Básica
Giovanna Trevelin
Jean Carlos Moreno
Investigações sobre a consciência histórica dos estudantes da Educação Básica
Laís Burgemeister de Almeida
Jean Carlos Moreno
Investigações sobre a consciência histórica dos estudantes da Educação Básica



Jacarezinho, 02 de dezembro de 2015.

(assinado no original)
Prof. Dr. Jean Carlos Moreno

Grupo de Pesquisa Ensino de História - UENP

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

História da África é tão bonita quanto a da Grécia



'Descendentes precisam saber que história da África é tão bonita quanto a da Grécia'


Principal africanólogo brasileiro, diplomata Alberto da Costa e Silva diz que negro não aparece na nossa história 'como realmente foi, um criador, um povoador do Brasil'.




Segundo o acadêmico Alberto da Costa e Silva, Brasil precisa mudar olhar em estudo da África (Foto: Guilherme Gonçalves/ABL)


Quando começou a se interessar pela história da África, o poeta, diplomata e historiador Alberto da Costa e Silva ouviu: "Por que você, um diplomata, um homem tão letrado, não vai estudar a Grécia?"
Justamente porque todo mundo estudava a Grécia, explica, ele resolveu estudar a África. Hoje, é o principal africanólogo brasileiro, autor de clássicos como A Enxada e a Lança: a África antes dos Portugueses e A Manilha e o Libambo: a África e a Escravidão, de 1500 a 1700. E, aos 84 anos, prepara um novo livro para completar sua trilogia sobre história africana.
Formado em 1957 pelo Instituto Rio Branco, Costa e Silva serviu em vários países e foi embaixador na Nigéria.
É membro da Academia Brasileira de Letras, autor e organizador de mais de 30 livros. Por sua obra, recebeu em 2014 o Prêmio Camões, o mais prestigiado da língua portuguesa.
Filho do poeta piauiense Antônio Francisco da Costa e Silva, nasceu em São Paulo e viveu no Ceará até aos 12 anos, quando mudou-se para o Rio de Janeiro. Cresceu entre livros e costuma dizer que, como no verso do poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867), seu berço "ao pé da biblioteca se estendia".
Foi entre livros, quadros e esculturas, no apartamento em que guarda lembranças de vários lugares do Brasil e do mundo, que ele recebeu a BBC Brasil às vésperas do Dia da Consciência Negra para falar da história do continente pelo qual se apaixonou.
BBC Brasil: Como o Brasil aprendeu a história da África?


Alberto da Costa e Silva: A história da África durante muito tempo foi uma espécie de capítulo de antropologia e etnografia do continente africano. Eram livros que árabes e europeus escreveram sobre suas viagens. Data do fim da Segunda Guerra Mundial a consolidação a história da África como disciplina à parte, semelhante à história da Idade Média europeia, ou à história da China.

Entre 1945 e 1960 seu estudo começa a ganhar grandes voos, tanto na África quanto na Europa, sobretudo Inglaterra e França. Curiosamente o Brasil esteve ausente disso. Os historiadores brasileiros sempre viam a história das relações Brasil-África com a África figurando como fornecedora de mão de obra escrava para o Brasil, como se o africano que era trazido à força nascesse num navio negreiro.
Era como se o negro surgisse no Brasil, como se fosse carente de história. Nenhum povo é carente de história. E a história da África é uma história extremamente rica e que teve grande importância na história do Brasil, da mesma maneira que a história europeia.
De maneira geral, quando se estuda a história do Brasil, o negro aparece como mão de obra cativa, com certas exceções de grandes figuras, mulatos ou negros que pontuam a nossa história. O negro não aparece como o que ele realmente foi, um criador, um povoador do Brasil, um introdutor de técnicas importantes de produção agrícola e de mineração do ouro.
BBC Brasil: O senhor poderia citar alguns exemplos?
Costa e Silva: Os primeiros fornos de mineração de ferro em Minas Gerais eram africanos. Fizemos uma história de escravidão que foi violentíssima, atroz, das mais violentas das Américas, uma grande ignomínia e motivo de remorso. Começamos agora a ter a noção do que devemos ao escravo como criador e civilizador do Brasil.
Quando o ouro é descoberto em Minas Gerais, o governador de Minas escreve uma carta pedindo que mandassem negros da Costa da Mina, na África, porque "esses negros têm muita sorte, descobrem ouro com facilidade". Os negros da Costa da Mina não tinham propriamente sorte: eles sabiam, tinham a tradição milenar de exploração de ouro, tanto do ouro de bateia dos rios quanto da escavação de minas e corredores subterrâneos. Boa parte da ourivesaria brasileira tem raízes africanas.
Temos de estudar o continente africano não como um capítulo à parte, um gueto. A história da África está incorporada à história do mundo, porque ela foi parte e é parte da história do mundo. Que a história do negro no Brasil não seja isolada, como se o negro tivesse sido um marginal. O negro foi essencial na formação do Brasil.
BBC Brasil: Qual a importância de um personagem como Zumbi?
Costa e Silva: Havia um suplemento juvenil do jornal A Noite, sobre grandes nomes da história, e eu me lembro perfeitamente de um caderno sobre Zumbi. Zumbi está aliado de tal maneira à ideia de liberdade que é difícil escrever sobre ele sem ser apaixonado.
Zumbi não é um nome, é um título da etnia ambundo, significa rei, chefe. Palmares era como um Estado africano recriado no Brasil. Na África era muito comum isso. Em torno de um núcleo de poder forte se aglomeravam vários povos e formavam um novo povo. Isso é uma hipótese.
BBC Brasil: O senhor vê um aumento do interesse dos brasileiros pela questão negra?
Costa e Silva: Tenho a impressão de que todos temos dentro de cada um de nós um africano. Podemos não ter consciência disso, mas é permanente. Há naturalmente hoje em dia uma percepção mais nítida do que é a África, a escola começa a dar uma visão mais clara.
Mas ainda apresenta visões distorcidas. Uma vez uma professora veio me dizer que era absurdo que apresentássemos Cleópatra como uma moça branca, quando ela era negra. É um equívoco isso. Cleópatra não era negra nem mulata. Era grega. Os Ptolomeus, uma dinastia grega, governavam o Egito e não se misturavam.
BBC Brasil: Na África também havia escravos, não?
Costa e Silva: Escravidão houve em todas as culturas no mundo. Todos nós somos descendentes de escravos. Houve escravidão em toda a Europa, na Indonésia, entre os índios americanos, na Inglaterra. Na África havia todos os tipos de escravidão, e até hoje em certas regiões africanas os descendentes de escravos são discriminados. Quase toda a África teve escravidão.
A escravidão transatlântica, da África para as Américas, a nossa, tem uma diferença básica: pela primeira vez era uma escravidão racial. Era um especial aspecto da perversidade dela. No início não, mas a partir de certo momento, passa a ser exclusivamente negra. Foi o maior deslocamento forçado de gente de uma área para outra que a história já conheceu, e o mais feroz.
O Brasil foi o último país das Américas e do Ocidente a abolir a escravidão. O último do mundo foi a Mauritânia (na África), em 1981.
BBC Brasil: Como analisa o racismo hoje no Brasil?
Costa e Silva: Existe racismo, e muitíssimo. No nosso racismo, não temos um partido racista, mas temos repetidas manifestações de racismo no seio da sociedade. É dificílimo, para um negro, ascender socialmente. A discriminação se exerce de forma muitas vezes dissimulada, mas que os marca muito. Mas está mudando. Sinto mudanças.
É importante que os descendentes de africanos saibam que eles têm uma história tão bonita quanto a história da Grécia. Que eles não eram bárbaros, que não são descendentes de escravos. São descendentes de africanos que foram escravizados.
Para mim o importante não é que haja cota na universidade. Acho que tem de haver cota em tudo. Se você vai se candidatar a um cargo de atendente de hotel de primeira classe, se você for negro, você tem dificuldade. O preconceito é discriminatório. Ele não impede você de usar o mesmo banheiro, o mesmo bebedouro, mas dificulta o acesso (do negro) às camadas das classes média e alta.